 Os resultados indicam que é essa é também a opinião de quatro em cada cinco das mais de 27 mil pessoas inquiridas em 26 países.
Na Europa, só os turcos, com 91%, se manifestam mais favoráveis à ideia de consagrar a Internet como direito fundamental. Esse entendimento atinge os níveis mais elevados na Coreia do Sul, com 96%, no México, com 94, e na China, com os mesmos 87% de Portugal. Países como a Finlândia e a Estónia já consideram o acesso à Net um direito humano dos seus cidadãos.
A ideia de que o uso da Internet aumentou a liberdade é manifestada por 84 % dos portugueses, que, no entanto, em 55 % dos casos, respondem que poderiam viver sem estarem ligados à Web. Outro dado do estudo revela que os portugueses estão divididos sobre a segurança de expressarem as opiniões na Net: 43 acham que é seguro, 53 % dizem que não.
O entusiasmo dos portugueses pela Internet não se expressa a todos os níveis: só 30% dizem usar redes sociais como o Facebook e o MySpace. Os aspectos que mais preocupam os utilizadores portugueses são o risco de fraude, que assusta 47 %, e as ameaças à privacidade, referidas por 22 %. Para o inquérito foram entrevistadas telefonicamente em Portugal 1006 pessoas durante o passado mês de Janeiro. |